quarta-feira, 13 de maio de 2009

Rock de Saia



O universo do rock’n’roll, em geral, sempre foi mais masculino, contudo, sempre tivemos bandas de garotas, ou com garotas, pululando por aí. E, por mais que algumas pessoas insistam em dizer que rock bom é feito por bandas de garotos, a gente aqui do blog CONTESTA!!!
O rock de saia já produziu DIVAS do rock! Mulheres com potenciais incríveis! Com vozes incríveis, e cheias de atitude e estilo!
Para não escrever um livro e sim um post, hehe, resolvi incluir aqui nessas poucas linhas apenas cinco bandas de garotas/divas do rock que gosto e recomendo.


Começando lá nos anos 1960, a gente já encontra uma Diva incontestável. Aquela garota texana branca que todos diziam que cantava como uma negra, cabelos desgrenhados e figurino hippie: Janis Joplin! E, ainda que seu estilo misturasse MUITO do blues e do soul, ela não deixava de fazer parte, principalmente, do universo rock’n’roll. Sua carreira foi meteórica, sua morte prematura, mas mesmo assim ela chegou a pisar em terras brasileiras e, acima de tudo, deixou seu legado na história da música.

Para ninguém botar defeito:



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Pulando alguns anos, lá no finalzinho da década de 1980, na Califórnia, uma garota loira de 25 anos, depois de tentar carreira como atriz e não ser muito bem sucedida e de algumas experiências frustradas em algumas bandas, resolveu formar sua própria banda. Essa garota era a perturbada, barraqueira e despudorada: Courtney Love! Sua banda, a Hole, durou de 1989 até 2002, com a troca de vários integrantes. Apesar de muita gente colocar a Hole na prateleira das bandas grunge, o som que bombou no começo dos anos noventa, o rock feito pela banda sempre foi um pouquinho mais alternativo. Os primeiros álbuns da banda são mais pesados, com um som mais sujinho, com influências do punk e grunge mesmo, mas seu último álbum “Celebrity Skin”, de 1998, já é mais sonoro, com toques mais pop. Aliás, com esse último álbum a banda chegou a levar alguns grammys para casa, de melhor álbum, música e voz em grupo.
Courtney, a viúva mais famosa do rock (de Kurt Cobain), até pode ser odiada por alguns fãs fanáticos de Nirvana e ser acusada de assassina do próprio marido, mas, nós aqui do blog ADORAMOS ela, e a achamos uma DIVA!

Rock de saia, com atitude, para começar bem o dia:


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Ainda na década de noventa, surgiu uma banda de garotos que conseguiu deslanchar mesmo apenas depois que uma GAROTA escocesa ruiva entrou como vocalista. Essa banda é a GARBAGE e a garota ruiva a qual nos referimos é Shirley Manson, que não é parente do Marilyn Manson e nem foi prostituta antes de virar cantora, como rezam algumas lendas...
O Garbage, que ainda está em ativa, tem apenas quatro álbuns de estúdio, e faz um rock alternativo, com influências do glam rock e toques eletrônicos. E não é só a gente daqui do blog que acha que a Shirley Manson é uma Diva Ruiva do rock não, porque nos anos 90 ela foi eleita muitas vezes um ícone do rock alternativo.

Rock de saia alternativo, do tipo ruivo ousado:



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Nossa próxima banda teve seu início no fim da década de noventa, em 1997, e não produziu nenhuma diva exatamente, apesar de muita gente pagar pau para a Brett Anderson (uma das integrantes). Mas a banda, The Donnas, é cheia de atitude e faz um som que tem gente que diz ter influência do hard rock, gente que diz ter influência do punk e até do glam. Mas o que importa mesmo é que é bem rock’n’roll! Hehe

Garotas Wild do rock'n'roll, para balançar a cabeça e requebrar os quadris:



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E por último, mas não menos importante, temos o Yeah Yeah Yeahs, que tem de garota só a vocalista Karen O, nossa diva do rock alternativo moderninho. A banda formada em 2000 faz um rock alternativo com influências de vários estilos, entre eles o punk ou art-punk, e já teve até vídeo-clipe dirigido pelo diretor Spike Jonze, para o delírio de todos os metidos a alternativo e/ou Cult (sem querer ofender, até porque estamos dentro dessa categoria aí, ser metido a alguma coisa é com a gente mesmo!!! Hehe).

O Yeah Yeah Yeahs lançou seu terceiro álbum agora em março desse ano, o "It's Blitz!", e eu já corri atrás dele para ouvir, é claro. A primeira impressão que tive foi a de que, se antes os álbuns da banda tinham músicas para agitar e dançar, esse novo tem mais é lullaby (canção de ninar). Não que isso seja ruim, por favor. Eu, particularmente, adorei principalmente as músicas mais baladinhas do cd: Little Shadow, Hysteric, Skeletons e Soft Shock. Mas também encontramos algumas músicas mais descoladinhas e mais dançantes, com sons eletrônicos que algumas vezes me deram a impressão de lembrar, ao mesmo tempo, os anos 80 e uma coisa meio futurista (se é que isso é possível...). Destaque para a faixa: Dragon Queen. Dá para ter uma prévia do álbum, de 30 segundos de cada música, no site da Amazon.com.

Não era exatamente o álbum que eu esperava da banda, já que eu tinha mais em mente alguns gritos da Karen O e um som mais rockzinho rasgado, MAS, eu gostei!

Yeah Yeah Yeahs - It's Blitz!

Esmagando ovos com as mãos...

E, eis o clipe da banda dirigido pelo Spike Jonze (o ex da Sofia Coppola):



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